Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

A educação tem estado na ordem do dia e tudo é pretexto para zurzir no responsável pela tutela; e em síntese dizem uma “confusão total na educação”.

 

Pelo que é dito não se percebe de que educações falam; se da educação que inspira filósofos, se da educação que motiva políticos a expenderem as mais dispares teorias, se daquela que os educadores gostariam de fazer, se da que os educandos desejariam para os seus filhos, se daquela que levam educandos ao psicólogo para que observe dislexias ou profira razão de ciência sobre orientações vocacionais. Ou até se porventura toda a agitação radica na escassez de fundos financeiros.

 

No mínimo percebe-se que durante anos foi ministrada uma outra educação através da verbe política que sempre encontrava modo de explicar o inexplicável e por isso mesmo foram alimentando modelos que culminaram em preguicite, profissionais do subsídio, especialistas em opinião pessoal, e outras.

 

Mas há também a antítese dos efeitos nulos, como sejam as frustrações, descontentamentos sociais, abandonos do país à procura de outros espaços económicos. Etc.

 

Era admitir que fosse dado tempo ao actual Ministro que obviamente esperaria ver pousar poeiras, tomar o pulso da máquina, para com a serenidade que a tarefa exige elaborar ou reformular novas estratégias entre as quais percepcionar o que fazer com os fundos disponíveis.

 

E o que vemos? Vemos profissionais da costumeira retórica a questionar tudo, ao que não deve ser estranho uma máquina operacional pouco, ou menos nada, vocacionada no papel do agente facilitador, antes preferindo criar entropias, sempre com a máxima “esta política não serve”, advogando políticas que não foram sufragadas.

 

Ouso parafrasear certo sujeito que, em renhida luta de jogo de sueca, sempre diz que assistência tem por função apagar beatas, contar o jogo para si, e cheirar fugas de gases ventrais, mas sem abrir o bico para que se não saiba que a coisa está a cheirar mal.

 

Não iría tão longe, mas vendo o país sem educação que lhe valha, vendo lideres que só razões acham para se porem defronte às câmaras das televisões, colocando-se numa posição de líderes “transaccionais” não permitindo que os líderes “transformacionais” possam erguer um novo país. Assim a coisa começa a cheirar mal!

 

O cidadão Eça de Queirós disse que Portugal era um bom país “andava era mal frequentado”. E, de facto com fregueses assim atiramos mesmo o país para o charco. Não seria de dar tempo ao tempo? A Educação também se faz pela observação do comportamento dos lideres. Estão a educar? 

 

Leiria, 2011.07.13



publicado por Leonel Pontes às 22:38
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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