Terça-feira, 19 de Julho de 2011

O homem tece sobre si mesmo, os mais diversos adjectivos, tais sejam; o homem é um animal político. Ou, é um animal de vícios, ou até é um animal de hábitos, como também “o homem é um animal irracional, exactamente como os outros. A única diferença é que os outros são animais irracionais simples, o homem é um animal irracional complexo.

 

É esta a conclusão que nos leva a psicologia científica, no seu estado actual de desenvolvimento. O subconsciente, inconsciente, é que dirige e impera, no homem como no animal. A consciência, a razão, o raciocínio são meros espelhos. O homem tem apenas um espelho mais polido que os animais que lhe são inferiores”

 

Em sumária conclusão, da conclusão ex-ante, poder-se-ia dizer que o homem é o que é, só porque o é. O homem pode ser mais do que é, basta-lhe tão-só querer. Querer aprender mais, querer modelar os seus comportamentos, querer construir um mundo diferente; para melhor, claro!

 

Os órgãos de informação, suportados nos mais diversos órgãos de comunicação que entram por qualquer fresta do habitat humano só difundem desgraças, guerras, convulsões, agressões, e quando as não têm fabricam-nas; mesmo nos países tidos por paladinos da democracia. Alguma coisa de bom não merece ser comunicada.

 

Portugal passa hoje por uma situação bem diferente daquela que vivia, por exemplo, nos anos oitenta; bem como passa o mundo, todo ele por situações de contraste entre si. E porquê? Porque são catástrofes naturais? Não! Está assim porque o homem quer.

 

Colocando o enfoque em nós, em Portugal, podemos inverter o que está a acontecer? Podemos! Mas como? Alterando os nossos hábitos do animalesco político, dos vícios da pedincha ou da preguiça, mas sobretudo os do comportamento. Quais?

 

Vejamos? Se trabalharmos num estabelecimento que tenha por negócio os tecidos, por certo que não vamos dizer a cada cliente que chega à loja que os tecidos são fracos, que se rompem num instante, que deixam passar o frio, que são de fioco barato; este procedimento encaminhar-nos-ia para o descrédito, para o encerramento do negócio, para a falência.

 

Outrossim, se mudarmos os comportamentos e dissermos com simpatia, aqui só vendemos bons produtos, se assim procedermos estaremos a alimentar a continuidade da empresa.

 

Com efeito, o estado emocional de cada um de nós deve caminhar no sentido da confiança, de uma convicção forte quanto ao futuro - os tempos passados sempre foram os piores -, um futuro próspero, bastando apenas que não nos deixamos embarcar nessa corrente pessimista de opinião que graça, mormente nos órgãos de informação, quando só caminhos de desgraça vêem.

 

O futuro será o que quisermos! Se quisermos que seja próspero sê-lo-á basta que façamos para que o seja! Basta que sejamos mais racionais e menos irracional.

 

Leiria, 19.07.2011



publicado por Leonel Pontes às 15:24
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
mais sobre mim
Julho 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
15
16

17
18
20
21
22
23

24
25
27
28
30

31


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO