Terça-feira, 06 de Setembro de 2011

Local, regional, nacional e mundialmente assiste-se a uma escalada de conflitos como nunca fora visto; nem mesmo antes, durante ou depois de quaisquer das guerras mundiais. Mas como se costuma dizer: não há duas sem três; talvez esteja aí uma outra, em germinação.

 

Entre esses, há um que toma a dianteira; o do dinheiro. Na união europeia o dinheiro é pomo de discórdia. No continente americano é o dinheiro, pela via do bem de troca petróleo. Na África negra os conflitos têm levado à morte milhões de vidas, dada o mau uso do dinheiro. Enquanto isso os líderes políticos acumulam fortunas.

 

Quedemo-nos então e tão-só pelo nosso espaço geográfico, económico, social e monetário.

 

A grande questão na Europa gira também à volta da moeda euro, coisa a que não é de dar importância. Poderia ser coisa grave; e, aí teríamos de recorrer à sapiência de um Albert Einstein que logo diria, como dissera quando fora convidado para governar Israel “não aceito tal lugar porque não sei governar um país”. E mais diria; se não sabem ser tendeiros porque hão-de ser padeiros?

 

A questão do Euro, a meu ver, é coisa fácil de resolver. Daí que essa ideia estulta dos governantes da União Europeia em consagrarem na constituição limites da dívida externa é coisa de principiantes de economia política.

 

Então e o que é a “balança comercial?” Então esta não diz, num segundo, quando é que um país importou mais do que as suas capacidades de exportação? Diz. Ora se diz, basta tão-só que os governos implementem uma pequeníssima regra de “não importação” enquanto se mostrar com déficit a balança comercial. Basta isto. Ponto

 

Em consequência, vem um experimentado gestor alemão – que mais parece um chefe de mesa da cozinheira Merkel - ex-presidente dos industriais alemães dizer “acabe-se com o euro”, ou neste só podem ficar países industrializados; nomeadamente, a Alemanha, Finlândia, Áustria e até a Holanda.

 

Em abstracto concordo. Pois que façam o seu grupo de amigos e vendam a sua produção industrial aos seus amigos. Ponto. A industria automóvel, a maquinaria pesada e ligeira, a indústria química, a electrónica e outra mais vendam-na aos seus amigos do neo-grupo.

 

Por isso, as linhas de contenção das nossas contas públicas não vão dar em nada; mais não são do que pachos de água quente. E repetimo-nos porque não seguimos os princípios económico-financeiros ditados pela balança comercial?

 

Endividamento. Outro conflito. Eu que sou um cidadão medianamente inteligente (isto é, julgo-me menos burro que outros que por aí vejo de proa e crina levantada) escrevi há mais de uma década e disse-o publicamente numa cerimónia pública de tomada de posse de um determinado elenco camarário que o país estava falido e com um endividamento geracional, sem par. Disseram-me “está doido ou quê!” Mas estávamos ou não estávamos endividados? Estávamos. Ah! Pensei que iam fazer outra vez queixa de mim na Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, a pretexto de não saber ler balanços.

 

Quem provocou esse endividamento? Foi, sem dúvidas, a banca que a pretexto de ganhar muito pôs o país na banca rota. Porque havemos de andar agora a pedir dinheiro emprestado para tapar a má gestão dos lambões da banca? Mas a coisa tem solução? Tem!

 

Se a empresa xpto fornecer a quem não paga, o que lhes acontece? Vai à falência e os seus accionistas perdem o seu capital. Então porque não há-de perder a banca o dinheiro que espalharam por aí – como que a fazer sementeiras! –. Então também temos solução? Temos! Quem do seu não cuidou nem observou o que em estatística inferencial é conhecido agora que sofra as consequências. Aguente-se à falência.

 

Mas tais consequências são graves para o país? Não, grave é reestruturarem dívidas que os desgraçados dos meus (dos nossos) netos, sem comerem nem beberem nem gozarem tê-las-ão de pagar no futuro?

 

Em suma: estes conflitos têm solução? Têm, gerindo-os como um bom pai gere a sua casa; o que também começa a escassear.

 

Leiria, 2011.09.06



publicado por Leonel Pontes às 09:04
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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