Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

Nós, portugueses, não temos emenda, somos assim; megalómanos! Mas sempre assim fomos; descoramos o essencial, valorizando o acessório. Ou não e assim?

 

Temos as melhores estradas da União Europeia; segregando o custo/benefício! É mentira? Temos um país semeado de auto-estradas, que agora ninguém quer pagar. E, todas elas faziam (e fazem) falta? Talvez não!

 

A estrada do Algarve, por exemplo, (quase exclusiva, para quem vai gozar férias) faz falta? Mas para quem vai de férias precisa de infra-estruturas tão caras? Se for mais devagar não chegará mais depressa? Correm tanto que acabam por esbarrar contra alguma coisa e aí quedam a vida para todo o sempre.

 

Mas é só de estradas que temos sumptuosidade? Não! Temos sumptuosidade a mais, para o país que somos e para a riqueza que produzimos.

 

Mas a questão de hoje são as vias rodoviárias vs pedonais.

 

Leiria, na zona do Alto Vieiro está a passar por uma reforma sumptuosíssima. E fazia falta? Toda a nossa actividade económica local tinha meios de deslocação sem que a falta de tais vias se fizessem sentir como um entrave ao desenvolvimento.

 

E faziam falta as obras de arte conexas com as mesmas rodovias? Mas porque se projectaram tamanhas obras? Faziam falta – repetimo-nos -, ao desenvolvimento local, quiçá fazia grave atrofia à passagem rodoviária pela região? Crê-se que não!

 

Então porque pedimos emprestado tanto dinheiro (e tão caro) ao estrangeiro para investir em coisa que pouca falta faz?

 

E o que faz falta, faz-se? Não! Então há mau planeamento no país. Pois há! Essa é a nossa pecha. Ainda hoje damos razão ao velho filósofo Sócrates quando disse que (mais ou menos isto) tanta coisa que vejo e que não me faz falta nenhuma.

 

Sendo práticos vamos a um caso concreto.

 

Quem quiser ir a pé de Marrazes (de Cima) para Marrazes de Baixo (para a cidade) como faz? Tem de pedonar conjuntamente com os carros. Existe um passeio paralelo à Estrada (que é mais uma rua) de São Tiago? Não!

 

Conclusão. Os cidadãos de Marrazes não podem ir à cidade, a pé, porque o escasso passeio que têm é irregular, entrecortado por espaços para estacionamento de contentores de lixo, estacionamento de carro, valetas fundas, e tudo o que gera um permanente perigo aos transeuntes.

 

O que deveria de ser feito então? Um passeio, conjuntamente com uma ciclovia. E, a estrada de São Tiago deveria, por isso mesmo ter um único sentido rodoviário; ou ascendente, ou descendente. E tem mais por onde drenar o trânsito automóvel? Então não tem!

 

Em suma, nós portugueses somos mesmo uns megalómanos; pensamos sempre em grande para o que não faz falta, muitas vezes erguemos obra de “fachada”.

 

Dai que, ouse, desta tribuna lançar um apelo, que a não ter provimento será o inicio da perda das próximas eleições da actual bandeira.

 

A Junta de freguesia de Marrazes, porventura quererá ver esta falha citadina resolvida e por sua vez o Senhor Presidente da Câmara (que é um jovem operário político, com vontade, dinamismo e força para vencer) também ele residente nos Marrazes tem o dever de tomar a iniciativa de promover a realização da obra que acabo de pedir para os cidadãos dos Marrazes (e não só)

 

E mais direi, por tão-pouco com toda a certeza que não vão deixar para amanhã o que já deveriam ter feito hoje!  

 

Leiria, 2011.09.12



publicado por Leonel Pontes às 16:09
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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