Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Hoje é Natal. Hoje é dia de reflexão e por isso escrevo.

 

Hoje todos somos bons e bom seria que todos os dias o fossemos, Hoje trocamos simpatias, mensagens, prendas, votos de um advir melhor. Diz-se até que Natal é sempre que um homem quiser! Mas, se assim é porque somos outra coisa?

 

Ou querer-se-á dizer que não deveríamos ser tão ruins todos os dias, por vezes a roçar o irracional. Se sabem o que deveriam e poderiam ser, por que são outra coisa? E se poderiam e sabem que podem ser diferentes por o não são? Ou esquecem-se de que são mortais!

 

O mundo sempre foi caracterizado pela avareza, ganância, falsidade, trapalhice, destruição, roubo, e roubo colarinho branco. O mundo, aquele em que vivemos, é inclemente. Diariamente cansa-se de nós expulsando um após outro, sem direito a regresso.

 

Mas reflectindo, porque hoje é dia de reflexão, constato que não são só as pessoas que estão eivadas do mal, são também as instituições. Essas, sem rosto, são autênticos terrores (pese embora as instituições serem também pessoas). Milhentos assuntos teríamos para reflectir convosco. Este mundo é o mundo a que chegámos por falta de reflexão.

 

Todos vemos que estamos a ser roubados a todo o passo; o verbo pode parecer violento, mas ainda assim é benevolente para tudo quanto a nossos olhos é dado ver. E vejamos o que são as instituições cegas.

 

Não satisfeito com a prestação de serviço do seu fornecedor de “sinal” de televisão e quejandos, dado cidadão dirigiu-se a uma loja da especialidade e renunciou ao dito “sinal”. Assinou papeis devolveu equipamentos cumpriu com os princípios éticos pelos quais gente de bem se deve comportar.

 

Enquanto isso, o cidadão movido pela persistente publicidade, procurou adquirir idênticos serviços numa outra empresa congénere. A nova aprestadora de serviço assumiu ab initio um compromisso assegurar a passagem de portefólio, tendo assinado documentos para tanto. Assim não aconteceu. Frustação, apenas mudou de moleiro.

 

O que se passou após esse momento tem sido um sufoco. O cidadão, procurando ter paz, mandou instalar uma antena à moda antiga unicamente com os históricos quatro canais. Concomitantemente cortou externamente qualquer prestação de “sinal”. Tudo feito dentro dos prazos, tudo cumprindo normas (assim pensava o cidadão)

 

Para seu espanto o desassossego não só, não terminou, como aumentou, ora a ZON ora a PT escrevem, telefonam, mandam mensagens, fazem ameaças com tribunais; uma coisa de terceiro mundo. Nenhuma destas fornece nada desde Agosto findo mas ambas querem facturar uma coisa que não fornecem. O cliente não tem direito à liberdade, à escolha, ao pensamento.

 

Em conclusão diríamos que não são só os cidadãos que infernizam a vida a cidadãos, agora também são as empresas a quem o Estado confere poderes de extorsão que tornam a vida dos cidadãos num inferno.

 

Assim, não haverá Natal, nem todos os dias, nem em nenhum dos dias do ano. Há extorsão, há instituições vampíricas. Filho da mãe de pais o nosso!

 

Leiria, 2011.12.25



publicado por Leonel Pontes às 15:38
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
mais sobre mim
Dezembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

26
27
28
29
31


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO