Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012

Antes que a crise chegasse ao estado a que chegou, já lá vão alguns anos, deixei expresso nas páginas da nossa imprensa a minha opinião sobre uma falência colectiva em crescendo (cujo texto, está no blogue www.pontesdoliz.blogs.sapo.pt). Em síntese dizia que “andamos todos de olhos abertos mas fazemos de conta, que não se passa nada”

 

E continuamos de olhos abertos, mas sem ver nem fazer o que deve ser feito. Em síntese dir-se-á que, não só a máquina pública, como a privada exercem as suas actividades em cima de modelos de gestão e inerente controlo destas, que estão desajustados aos tempos actuais.

 

Dir-me-ão os especialista que o normativo contabilístico português, recentemente alterado, na linha das políticas europeias e por sua vez trazidas das doutrinas preconizadas pelo IASB (International Accounting Standard Board) tal normativo está dotado de um conjunto de peças económico-financeiras que permitem uma análise das empresas.

 

Porém, tais peças financeiras fornecem, a meu ver, informação enviesada sobre as actividades desenvolvidas. Coloque-se por instantes, os olhos nas empresas bancárias, que afinal por arrasto levaram à queda de uma parte significativa parte tecido económico.

 

E, porquê? Porque adulteram as suas contas. Isto é, não prestaram a necessária atenção à constituição de imparidades para ocorrer à cobertura de dívidas de cobranças duvidosas. E, o que aconteceu? Apresentavam contas que não espelhavam de forma verdadeira e apropriada a sua realidade económica. Ocultaram a verdade.

 

Pois sim! E agora? Agora e com todo o respeito pelo Ministro das Finanças desprezaria as teorias macro económicas e focalizava a questão da recuperação da crise na micro economia. E como o fazia? Dava uma reorientação ao normativo contabilístico avaliando a bondade dos inputs e introduzir-lhe-ia uma nova peça (já seguido por alguns agentes económicos) tal fosse um plano de sustentabilidade económica.  

 

Em consequência, então sim, toda e qualquer actividade; de produção, financeira, social, privada, pública, estatal ou outra, estariam obrigadas à execução de um plano de sustentabilidade sujeito a apertado controlo, acompanhado de uma pequena bateria de rácios que dariam a todo o instante a verdadeira situação da actividade, como seja o de efeito de alavancagem (ter condições de recurso ao crédito), a concomitantemente dependência financeira, os subsídios ao déficit de exploração, rentabilidade per capita, a comparabilidade de resultados entre os mesmos sectores a nível nacional, entre outros.

 

Em vez de estar a encerrar e a estrangular financeiramente unidades económico-sociais, antes ajustaria os modelos do exercício da gestão e o inerente controlo a modelos mais actuais com a realidade com os tempos que correm; dando tempo ao tempo.

 

Leiria, 2012.08.30



publicado por Leonel Pontes às 16:47
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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