Domingo, 28 de Outubro de 2012

Maranhão (mar imenso) foi colonizado pelos franceses em 1612, (estão a decorrer as festividades; 400 anos de história) mais tarde acossados pelos holandeses que também cobiçavam as riquezas daquele território – num tempo em que os portugueses já haviam hasteado a sua bandeira em Porto Seguro há mais de um século -, até que, uma forte armada, “armada até aos dentes”, colocou na ordem os invasores, como no-lo disse Paulo, mais historiador que taxista.

 

O que mais impressiona o visitante, para além da gastronomia – as patinhas de caranguejo acompanhadas de um  chope, a pescada amarela, a anchova e o mais que aqui não cabe -, são as ruas a fervilharem de gente, os sons musicais com as toadas alusivas à lenda do “bumba-meu-boi”, as dunas de Lençóis que se perdem de vista no horizonte, o circular de lado-a-lado com uma vastidão de vagons carregados de minério de ferro, rebocados pelo “power” de três monstruosas máquinas, uma à frente, outra ao meio e uma outra à rectaguarda deslocando mais de três quilómetros de vagons a caminho do porto – onde enormes carregueiros fazem fila para logo demandarem o mar até à China.

 

No regresso de Lençóis, na mesma via férrea carrilava enormes tanques de combustível, numa mesma extensão de mais de três quilómetros, saídos da refinaria de S. Louis com destino a Piauí, Tocantins. É “todo dia assim” enfatizava o taxista. Um frenezim a que nem faltou a campanha autárquica para as mais de cinco mil e quinhentos municípios brasileiros.

 

Enfim!, não há pena – melhor, eu não a tenho pena – para descrever um mundo de actividades que fazem do Maranhão, como de todo o Brasil, uma potência à escala mundial. Actividades que não dispensam (não podem dispensar) a colaboração dos 484.293 contabilistas inscritos no Conselho Federal de Contabilidade do Brasil, com cuja entidade a homóloga Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, de Portugal, celebrou um protocolo de transferência de conhecimento, acto testemunhado pelos homólogos da Comunidade de Países de Lingua Portuguesa.

 

Outrossim, o mesmo Conselho Federal, celebrou outros protocolos com os representantes das Universidades de Aveiro e do Minho, para ministração de mestrados e doutoramentos nas ciências da Contabilidade. A propósito, diga-se, como fora referido pelo representante da Unversidade de Aveiro, que a sua população estudantil, à volta de 40% , já é proveniente do Brasil.

 

Ainda durante o 3º Encontro Luso-Brasileiro de Contabilidade, em S. Louis, foi entronizada Academia de Ciências Contábeis, do Estado do Maranhão, o qual ainda não tinha a formal extensão daquela Academia Federal.

 

O Maranhão, o Brasil têm (muita) sustentabilidade económica, logo logo virá a ambiental, a social e tudo o que fará daquela terra a primeira economia mundial.

 

Leiria, 2012.10.28



publicado por Leonel Pontes às 09:18
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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