Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

Não há países bons nem maus, antes há gente que faz boa e má gestão; só isso. Poder-se-á procurar saber porque é que gerem mal quando poderiam gerir bem, mas isso já são contas de outro rosário. 


Quedemo-nos, em abstracto, naqueles que pela sua cultura; educação, saber, competência e trabalho se sentem motivados para construir espaços saudáveis, regiões prósperas onde dá prazer viver, para as quais atraem outras gentes – de credos e raças diferentes - que se sentem felizes; que vivem com baixos índices de stresse e com níveis elevados de realização pessoal.


Outros há, com os quais também temos de lidar, que só destroem, só contribuem para a desgraça social; almas que vieram ao mundo para infernizarem.


Afinal sempre existiu gente de ruim jaez, e continuam a existir. O que não se percebe é por que tal extirpe, obriga à reverência, quase à submissão, e depois num clique trocam de campo e tornam-se autênticas “bestas” de extermínio.


Sejamos objectivos. Há gente que deveria servir (gerir no que tange à sua função, o país com irrepreensível lisura) mas, em vez disso servem-no de um modo tal, que a paga pelos seus ofícios deveria merecer ad eterno o carcere. E reflita-se.


O estado (que somos todos nós) paga-lhes formação, remunera-os e bem, garante-lhe mordomias, assegura-lhes estatuto social para que sirvam o país com absoluto rigor e transparência. Porém, inebriados pelo enriquecimento fácil e rápido, prestando-se às maiores fraudes que temos assistido desde os tempos de Alves dos Reis neste pobre país (enquanto antes diziam estar a combater a fraude e a evasão fiscal).

 

Gente que subiu aos mais altos patamares,  gente que porventura agiu cegamente quando ao serviço de um Deus maior sob o capa do primeiro pagas e depois reclamas.


Por isso não podemos deixar de verberar (“morra Pim, morra Caprichoso”) a maior das raiva por nada poder fazer contra aqueles que nasceram em berços de mãe sem cama certa, tal eminência coloque um rótulo de “são todos iguais” numa classe profissional, e desta sai como “cérebro” de uma máquina de extorsão de dinheiro aos contribuintes deste país.


São todos iguais, ou o dito formado na máquina da Administração Fiscal é excepção à regra?


Leiria, 2013.02.11



publicado por Leonel Pontes às 16:17
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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