Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013

 

As sensibilidades estão muito sensíveis, qualquer coisa que se diga ou balbucie logo é interpretada com desconfiança, facto que acontece, porventura, em função de comportamentos tidos pelos nossos líderes com absoluto desrespeito pela ética. Ainda assim, correndo o risco de sermos também mal interpretados abordaremos ainda que de modo breve a “emigração” no contexto atual; muito quente da sociedade portuguesa.

 

E, começaríamos por dizer que os portugueses de antanho granjearam o respeito do mundo pela sua acção laboriosa pelo mundo além o que pode ser vista aos dias de hoje como uma pré globalização e que estará na base “ d’A PRIMEIRA ALDEIA GLOBAL” obra, publicada em 2008, 1ª edição, e que retrata “como Portugal mudou o mundo” trabalho do investigador de Martin Page, antropólogo Inglês que nos vê “numa nova perspectiva sobre um país fascinante”.

 

Mas, nem sempre foi assim, ou seja, sabem os da geração do 25 de Abril de 1974 que estava vedada aos portugueses a emigração, pelo que, quer se vivesse bem ou mal era aqui que se amargavam as prepotências. Quem desejasse abandonar o país em busca de melhor meio de vida arriscava-a a partir do pioneirismo “emigrar de assalto”.

 

Porém, sem trazer à discussão Schengen (convenção entre países europeus sobre uma política de abertura das fronteiras e livre circulação de pessoas e bens) que nasce muito para além da adesão à atual União Europeia, passámos a gozar de uma liberdade impar da nossa história.

 

Todavia, convirá que se diga, muito antes de Schengen também já a Constituição da República Portuguesa do pós 25 de Abril consagrava o direito de deslocação e de emigração “a todos é garantido o direito de emigrar ou de sair do território nacional e o direito de regressar”, um direito de liberdade que até aí dava carcere. Um bem que hoje parece não estar a ser bem compreendido quando vemos os jovens de hoje a manifestarem-se contra esta liberdade de sair do país livremente (no fundo é isso que manifestam), daí que só poderemos ver quem assim pensa como alguém com uma visão distorcida da revolução das liberdades no verdadeiro sentido do termo; isto é, o nosso espaço de vida, económico e social não está só nesta língua de terra batida pelo Atlântico.

 

O nosso espaço é o mundo, como fora em largos períodos da nossa história, sendo certo que os outros espaços também têm os mesmos constrangimentos que Portugal em proporcionar a contento o exercício laboral para todos.

 

Leiria, 2013.02.22



publicado por Leonel Pontes às 17:37
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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