Sábado, 10 de Outubro de 2009

 

Neste momento, ainda estou sob o jugo da ERC (Entidade Reguladora pª a Comunicação Social). Quando o jornal chegar à sua mão, já não. É que estive inibido de escrever durante o período eleitoral. Pensava eu que gozava de liberdade. Sem embargo do rigor pretendido, a regulamentação imposta é de funil. Nem todos respeitaram a lei, logo o que passa para uns, não passou para outros. Mas o que lá vai, lá vai!

 

E, terminadas as campanhas eleitorais é tempo de balanço. Assim, tirando o que ficou (e vai ficar) na mesma, valerá a pena fazer breve reflexão sobre do que muito foi dito e que bem poderia ter ficado por dizer. Uma coisa de cada vez! E, foram ditas barbaridades, tantas, que nem sabemos por onde começar. Sejamos sintéticos.

 

Dado candidato a primeiro-ministro a pretexto de partir a louça, e de tudo querendo mudar, enfatizou de modo reiterado que com ele - a pretexto de trazer mais justiça fiscal -, passar-se-ia a tributar todos aqueles que usam telemóveis das empresas. Não foi a primeiro-ministro, mas foi eleito deputado, vamos ver – quando à matéria se chegar – o que vai dizer e propor. Ou não!

 

E, teve seguidores. Os profissionais do comentário – ou debitadores (era isto que deveria dizer?) de sentenças – seguiram-lhe o trilho e logo disseram que sim, que os telemóveis em uso, por este e por mais aquele, ao serviço das empresas deveriam ser tributados.


Ora, quer políticos, quer comentadores, deveriam de saber mais do que falam, pois de contrário semeiam a confusão, e se há quem não os leve a sério – eu, por exemplo, mas ouço-os, entram-me casa dentro - outros existem que os ouvem venerandos e atentos.

 

Portanto, meus Caros, convém dizer, só dizer, porque explicar levar-nos-ia extenso texto, que o uso do património das empresas é tratado em sede fiscal como uma remuneração em espécie; isto é, o dito telefone, o carro, a casa, etc., segundo a lei portuguesa, quem usa em proveito próprio tais bens é tributado, inequivocamente. Sem dúvidas! Salvo para os relapsos. Mas o que está legislado, isso está.

 

Aqui temos uma diferença de tomo entre, quem não sabe ensina, quem sabe faz. Portando, políticos deste país digam o que pensam mas, pensem no que dizem, de contrário continuaremos a ser tão-só uns produtores de legislação. E é assim que vamos lá? E, os comentadores que opinem, mas do que sabem.

 

E a ERC que deixe de usar a pena, sob pena de cada vez estarmos mais pobres. Até de verdade! E assim vamos cá índo!

 

Leiria, 2009-10-06



publicado por Leonel Pontes às 14:27
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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