Sexta-feira, 04 de Julho de 2014

O que se se está a passar em Portugal em matéria de sucessivos “casos bancários” precisa de uma limpeza e rápida em ordem a sustar contágios, porquanto aos olhos do cidadão comum, aos olhos dos cidadãos da diáspora, aos olhos dos nossos parceiros da União Europeia, assemelhamo-nos a um “bando de vígaros”. Por mim, enquanto cidadão atento não posso deixar de passar em branco todo o regabofe financeiro-bancário, dessa escola de malfeitores que há anos, candidamente, vem destruindo o país.

 

A coisa não é nova e dava para perceber que no reino dos lorpas algo ía mal. Por isso, para melhor perceber a “coisa” parecia-me que deveria de ter termo de comparação com outros países, outros bancos, outras famílias bancárias e inerente apoio ou lá o que fosse com actividades empresariais, nomeadamente em pequena e empresas nesses outros países.

 

Com efeito, tirei-me dos meus cuidados e nas últimas miniférias da Páscoa, como aqui referi em tempo e fui até França, Bordéus, região do pai de um dos fundadores da agora União Europeia, Jean Monnet, ( homem que em vez de privilegiar negócios fraudulentos, ou mesmo a política, antes privilegiava a ética)  e aí percebi que as organizações bancárias, são geridas de modo muito sério, como seja (e passe a publicidade o centenário BAMI – Banque Michel Inchauspé. Uma organização familiar que prima pela ética. 

 

E em Portugal, o que privilegiam os bancos? Perdoem-me a frontalidade, no nosso país os Senhores da banca (creio que ainda não toda) confundem ética com “vigarice”. E poder-me-ão dizer que são adjectivos fortes, mas são a verdade. Vejamos:

 

O que devemos dizer dos “funcionários” que transformam a confidencialidade em “segredinhos” de conveniência; promovendo uma espécie de inside trading. E, o que fazem os Presidentes dessas instituições quando promovem pseudo conferências – escolhendo a dedo os seus ouvintes – onde passam imagens vazias de verdade e de transparência. Tais ouvintes vêem de lá todos embebecidos por terem ouvido tamanha eminência “que até disse umas coisas certas!” Mas em concreto o que disseram a não atirar para o ar umas loas! 

 

Ante tais factos, aqueles que recorrem à banca desnudam-se todos, facultando-lhes todos os elementos da sua vida económica e não só, dados que são passados para fora da organização. E em concomitância como preparam os bancos os seus relatos financeiros, e como os divulgam? E em consequência como procedem os respectivos órgãos de fiscalização; internos e externos. Impavidamente assistem. Convém-lhes. E já agora quem assegura os interesses dos pequenos aforradores? 

 

Por menos, muito menos, Madoff foi colocado no lugar, em ordem à não propagação das nefastas práticas exercidas na sua escola de ciência de vigarice para a sociedade. Com efeito, em meia dúzia de meses foi investigado e julgado. 

 

E em Portugal o que acontece à corja de vigarice que por aí pulula? Nada. 

 

Leiria, 2014.07.04



publicado por Leonel Pontes às 10:04
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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