Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Quando era jovem (menino) andei na catequese. Se bem não fez, mal também não! Confesso até que ainda hoje sopeso os ensinamentos desses tempos: “Deus manda-me ser bom, mas não me manda ser burro!” Ou, “nem Deus agradou a todos, como hei-de agradar eu!”

 

Daí que, aquando publiquei o intemporal(idades) ab initio deixei calro que “quería relembrar todos aqueles de quem gostáva”. Era a intenção! Mas, nem por isso douraríamos pílulas. Contudo, pela forma, pelo estilo, ou mesmo pela narrativa, ou até por inabilidade não agradei a todos. Mas, sinceramente, dispenso jogos baixos ou faltas de chá.

 

Surpreende-me, em consequência, que haja quem tivesse ganho dinheiro com o meu trabalho, e se haja esfalfado em criar confusões e serôdias opiniões mal dizendo-me. Pelo menos, aprendemos que, não basta haver gente muito letrada por haverem lido muitos de livros; se não escrevem, se nada dizem, como sabemos o que pensam? E o que sabem!

 

Agrada-nos, outrossim, as muitas contribuições (conteúdos, claro!) recebidas de crítica positiva – e só esta, verdadeiramente, interessa. Como por exemplo, não havermos feito nenhuma referência à Casa do Povo que durante muitos anos foi esteio para os monterredondenses. Sobretudo como primeiro posto médico. Interessantíssima obra ao tempo, e ainda hoje o seria!

 

Com efeito, ao que consta, entre o mais, o empresário que subiu às prateleiras do jazigo acompanhado da sua “almofada” havia doado parte do seu quintal, para a edificação, bem como contribuiu decisivamente na construção de uma casa para todos; a “Casa do Povo”.

 

Porém, por razões que nos escapam; por promessas não cumpridas, ou seja lá pelo que fosse, a Casa foi atirada ao chão. E, ao que nos dizem, era intenção levantar em seu lugar aí a casa da música, a casa para a centenária Filarmónica Nossa Senhora da Piedade. Daí que, agora, verberados são epítetos a quem sentenciou a demolição do nobre edifício, que com os necessários restauros, serviria para a Casa da música.

 

Ainda que de modo breve, sobre a história da centenária colectividade, dir-se-á que esta teve o seu primeiro pouso na Quinta dos Montijos em espaço sobranceiro ao campo. Mais tarde passou para o centro de Monte Redondo para edifício disponibilizado pelo ilustre filho da terra Dr. Luis Pereira da Costa. E, por ruína deste edifício passou para instalações precárias, onde labora.

 

Em abono da verdade, tais instalações não trazem nenhuma dignidade aos executantes, nem à vetusta colectividade. E já agora, deixem-nos que vo-lo diga (só por amor à verdade, posto que as coisas sempre foram quem as faz. E, não quem delas fala, por falar!) 

 

Em conclusão, e à guisa de contributo; andem lá, quem prometeu que cumpra. Tirem dali o lixo (porque de facto já parece mal) e levantem lá a casa da música! A vila precisa de obra e imagem e não de quem sempre ache que o trabalho dos outros é coisa menor. Mas nada fazem!

 

Leiria, 2009.02.24



publicado por Leonel Pontes às 10:59
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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