Domingo, 13 de Fevereiro de 2005

Leiria e o seu castelo foram palco de relevante evento de âmbito desportivo ao receber o escocês Ernie Walker - esposa e filho -um dos mais ilustres membros da União Europeia do Futebol, personalidade que teve a seu cuidado – a par de outros - o pelouro de estádios e nesse papel acompanhou a edificação das estruturas que receberam no Verão passado esse evento de boa memória que foi o EURO 2004. Com efeito, a Federação Portuguesa de Futebol escolheu a cidade do Lis para homenagear aquele técnico, na sequência de deliberação de Assembleia-geral da FPF que aprovou por unanimidade e aclamação a atribuição da medalha de ouro ao mérito internacional àquele amigo de Portugal. 

E, sem embargo de opiniões cépticas, quanto ao futebol este por princípio é exercido a coberto de actividade lúdica, mas também o é, sem quaisquer dúvidas uma actividade económica, à qual alguém já chamou de negócio emergente. E assim o país está dotado de um conjunto de infra-estruturas que bem podem carrear para cá demais actividade económica, como seja o turismo, e precisamente por isso em Maio próximo, o país – Estádio de Alvalade - receberá milhares de cidadãos estrangeiros para assistir à final da UEFA cup’s, posto que o nosso país foi o escolhido para assegurar aquele evento exactamente porque goza de um conjunto de condições para acolher tão importante prova desportiva

E, pese embora o que de bom no país temos para oferecer – que não só os estádios, rodovias ou gastronomia - a quantos demandam a Portugal para assistir a eventos desportivos como de resto provado ficou durante o EURO 2004, por certo muito ainda temos por fazer em matéria de organização que não só a de âmbito desportivo, e tanto assim é, quanto é certo que a organização não se copia, estuda-se, testa-se, implementa-se, exige-se; em suma a organização trás prosperidade.

E deixem-me que vo-lo relembre, o primeiro milénio foi caracterizado pelo milénio dos almocreves, ninguém tem dúvidas, mas também ninguém duvidará que o nosso será o milénio “da organização” e só com esta podemos vencer competindo a par de outros adversários, porquanto a nossa era haverá de ficar para a história pela era da competitividade - e competitividade é fazer no menor tempo possível, é fazer bem, mas fazer bem sempre à primeira vez.

E, já agora, a propósito do nosso estádio – estou a opinar enquanto leiriense – sobre o qual nunca teci opinião negativa, fosse onde fosse – a não ser o do local, e porventura hoje comece a ter diferente opinião - nem tão pouco do modelo de gestão ou dos prejuízos vem gerando, ou de quaisquer outras razões e muitas são a aferir pela imprensa, e não só, oferece-me dizer – dizer não perguntar - ao Senhor Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Leiria, uma vez que não fala, pode-o dizer de modo público – porque veda a minha entrada no Magalhães Pessoa, quando como sabe – por razões que não vêm agora a discussão - usufruo de livre entrada nos estádios nacionais. Deixo adjectivações para melhor oportunidade. 

Leiria,13.02.2005



publicado por Leonel Pontes às 10:23
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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