Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

Os tempos vão conturbados para que possamos falar da Grécia, mas também não é isso que nos traz hoje à liça. Porém, nada obsta que possamos falar, debater até o pensamento de grandes figuras da história helénica como fora Aristóteles e bem assim abordar uma das suas obras de referência, a Política, e dos vários estudos que levou a termo como por exemplo os sistemas políticos; a oligarquia, a monarquia, (sendo que destes disse-o não gostava de nenhum) enquanto enfatizava que o melhor sistema político era a democracia, mas que também “tinha problemas”.

Mais adiante, o homem político levou a cabo mais estudos que foi doando à literatura havendo-se postulado que “a democracia é composta por eleitores informados em ordem a tomarem decisões racionais”. Todavia os “partidos políticos não acreditam nisso”.

E dizia que os tempos não correm de feição para que possamos invocar a história ou grandes figuras, porquanto a percepção que os testemunhos públicos nos trazem dizem-nos que a política atravessa grave encruzilhada com o palco de debate a saltar para as ruas em acções subsumidas em procedimentos de psicologia sociológica; isto é, psicologia de massas como aquela que encerra o modus vivendi social recente onde toma relevância a violência em detrimento de um ambiente holístico de corpo sano em mente sana.

Nessa senda vem a sociedade e os crânios desdobraram-se em opiniões numa proliferação de linguagem ainda mais equívoca numa tentativa de explicar, quiçá justificar o inexplicável e até mesmo o injustificável. E porquê? Porque há quem pense que a democracia se confina a acções de holiganismo; quanto mais se destruir melhor manifestam a sua razão de ciência, melhor chamam à atenção; oferecendo matéria-prima gratuita aos meios de comunicação que por vezes mais fazem o papel do abutre do que o papel do elemento social com obrigações éticas-informativas e formativas.

Por seu turno os tomadores da decisão aproveitam tais práticas como se alicerces fossem para a prossecução dos seus desígnios. Desígnio convertidos em mais tempo de antena, mais oportunidade para explanar pensamentos em subcapa duma linguagem que cada vez leva mais a jovem sociedade à encruzilhada por estarem convencidos que aquele (este) é o caminho que há-de abrir porta ao seu futuro.

E não dá para pararem um bocadinho para pensarem melhor?

A tal propósito não gostavam também de ver a Ministra das Finanças com mais tento na língua. Já não basta a incerteza dos jovens que precisam que lhes iluminem o caminho, quanto mais aquela Senhora que cada vez mais torna o caminho, dos reformados, mais negro.

Ou, estamos a viver uma democracia com problemas a mais, onde cada vez mais, os eleitores (em vez de informados) desinformados são e sem o necessário conhecimento para tomarem as decisões racionais?

Leiria, 2015.05.28



publicado por Leonel Pontes às 11:43
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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