Sábado, 12 de Setembro de 2015

Aí temos nova campanha eleitoral. E, se é nova pressupõe-se que traga algo novo. Mas, pelo que temos dado conta nada há de novo, nem mesmo as pessoas, de um modo geral são saberes repescados. Com efeito, se em vez do país estivéssemos a falar de uma empresa, dir-se-ia que a tendência ia no sentido de agravar a situação liquida. Piores resultados.

Porém, há uma outra tendência que seguramente vai também crescer “o parasitarismo” E porquê. Porque o que a democracia trouxe de mais sagrado tornou-se no pior activo: o ser “livre”. E porquê? Porque ser livre é sumamente “realizarmo-nos mutuamente” e com toda a franqueza não é isso que temos a nossos olhos. Ou seja, há aqueles que vivem e governam com ganhos chorudos, e, outros há que trabalham e pagam para quem pouca margem de contribuição acrescenta aos capitais próprios do país.

Por outro lado, a campanha deveria mais esclarecer do que confundir. Há gente de boa-fé que pergunta “mas como é que uns não podem dar mais e só cortam nos escassos meios dos seus concidadãos. E, outros há que vão dar tudo” e eventualmente até um par de botas nos vão arranjar. As pessoas são o melhor activo da empresa Portugal e questionam-se; mas em quem vamos acreditar? Confesso que também não encontro rácio que sustente tantas contradições. E, enquanto isso as pessoas, até mesmo aquelas que aparentemente são (e estão) mais esclarecidas vivem num estádio de ansiedade. Mas como é que vamos viver?

O assunto é pertinente e, obviamente, carece de melhor entendimento. Mas, vamos directamente à obra, ou seja, o que está a gerar-se na mente das pessoas é uma perturbação que rapidamente se tornará numa Perturbação de Ansiedade Social (PAS), facto definível como “um medo intenso e duradouro de uma ou mais situações sociais de desempenho em que o individuo se encontra exposto à observação dos outros e experiencia o receio de se comportar de forma humilhante ou embaraçosa”. Todavia o que os cidadãos mais desejariam ter era uma “paz” duradoura, uma passa que trouxesse bem-estar, temperança e felicidade holística.

Com efeito sem outro estudo que não seja a observação social que faço diariamente por factos assentes em realidades, o que estamos e vamos, com toda a certeza, produzir é uma perturbação de ansiedade social mas, que acontece não só aqui ao sair da soleira, mas também em todo o país, pior ainda em todo o mundo.

Parem um bocadinho e ponham os olhos no mundo. Temos o mundo já mergulhado numa perturbação de ansiedade social como nunca fora espectável ver. E, ainda assim não será mau de todo. Mau será o previsível descambar para cenários letais.

Em conclusão. Analisando a coisa cá entre nós; o que farão os “gurus” da política portuguesa com vista à reconstrução do país. Um país mais dinâmico, de trabalho, de menos verve e de tranquilidade social.

Leiria, 2015.09.12



publicado por Leonel Pontes às 10:41
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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