Domingo, 15 de Outubro de 2006

Como será o mundo em 2020? Sem mais discussão nem opinião, a resposta parece óbvia; será como sempre foi! Mas, porquê agora, só agora, estão os americanos - afinal, donos deste - tão preocupados em investigar (pesquisar, prever, quiçá influenciar) como será o mundo daqui a pouco mais de uma década?

 

Mas qual mundo? O deles, o nosso, o dos políticos, o dos militares. Se nos detivermos, ainda que por instantes, a reflectir (meditar) sobre a questão, à mente afluem “n” pensamentos (cenários) que passam pela evidência da crescente rebeldia (medo, terror e morte) em que este mundo se deixou envolver.

 

O mundo de hoje tem - como sempre teve - desequilíbrios que vão desde a fome, à abastança, à guerra. Afinal acções, sempre precedidas de prepotências e inabilidades negociais quanto a ajudas. Mas, como será o mundo em 2020, é o que se pretende saber. Assim, tal como no-lo é dado observar será um mundo de terror - não de paz – e, esse, é o medo dos americanos, em resultado, diga-se das acções unilaterais que têm vindo a semear.

 

Aliás, como alguém já dissera num passado histórico, “massacram e a isso chamam paz”. O futuro, sem dúvida, tem de ser repensado já que, a defesa deste é por demais importante para ser deixada à guarda de uma só força, de um qualquer louco, leader, sob pena de amanhã ninguém saber explicar, como de resto já hoje não se sabe, o que, e porque, aconteceu tudo o que a nossos olhos é dado ver, e que fará, obviamente, história.

 

Mas, em matéria de guardiães nós, europeus, já temos história, ainda viva e que vai perdurar por séculos. Veja-se aquele quadro negro de Auschwitz, com outros contornos é certo, mas ainda um cenário vivo de uma Europa onde os alemães, às ordens de um louco, ambicionavam liderar um império; o mundo.

 

Em ordem a melhor compreender esse passado e melhor percepcionar o futuro, fomos a um dos locais do crime, porquanto o que se sabe pelo boca-a-boca, pelos livros, pela televisão é sempre pouco. E, o que tivemos ocasião de ver ali foi uma fábrica para produzir mortos, cenários arrepiantes, montada que não só pelos militares, porque estes antes de o serem, são povo, e, parte no processo de extermínio de homens, mulheres, crianças - sem dó nem piedade – reduzindo-os a cinzas. Cenários horrendos, coisa sem explicação. Indescritível!

 

E, como será 2020? A questão, de facto, é muito séria e por isso pede e merece reflexão, pública.

 

Leiria, 2006.10.15



publicado por Leonel Pontes às 19:29
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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