Domingo, 20 de Março de 2011

Hoje 20 de Março de 2011, Domingo, está um dia primaveril a fazer jus ao de ontem; duas datas assinaláveis, o dia do PAI, e o início da nova estação PRIMAVERA. Agora junto-lhe um outro acontecimento, data que, por certo, ficará histórica; ataque militar à LIBIA.

 

E como recordo as notícias, ao tempo, de um jovem capitão que derrubou o governo do seu pís tomou o poder pela força! Kadhafi foi como foi, e é como é. Todos sabiam; ninguém (da esfera política) podia ignorar Kadhafi. Ele fez história.

 

Por isso, direi que a Líbia ou, melhor, o regime líbio, não precisa de ser caracterizado, todos conhecem a sua rácia do leader. Bem como todos sabem que eles, os líbios, andam de cadeias às avessas. É histórico. Mas isso é lá com eles.

 

Ah! Mas os Americanos querem ajudá-los! Pois que ajudem. Mas ajudem ajudando, não ajudem destruindo e matando. Afinal seguem a mesma rácia de KADHAFI.  Assim o que custa fazer política internacional. Nada. Política dessa todos sabemos fazer. E sabendo que aquele país é rico em petróleo, então ainda maior seria a vontade de ajudar. Não é?

 

Se alguma coisa havia a fazer, era pelo diálogo, pela persuasão, pela diplomacia. Pelos meios que fossem entendidos;  menos pelo recurso às armas.

 

Assim do que vale os EUA fazerem-se anunciar como os guardeões da democracia; quando só fazem a guerra. A a meus olhos não o são. Então o que são? Não sei, não tenho qualificação, para as Administrações Americanas.

 

Hoje tinha (e ainda tenho) “n” coisas para fazer, mas não consigo dar-lhe rego, sem que antes escreva uma censura aos EUA e aos seus seguidores. Ou muito me enganarei, ou a  Europa vai pagar as favas pelo seu desnecessário envolvimento na contenda.

 

Por isso agarrei o computador para esboçar o que penso sobre aquela rapaziada. E, em pouco concluo muito. Ajudar disparando bombas a esmo, isso é ajudar?

 

Onde estiveram os Americanos para ajudar, onde sempre entraram com garras de leão, sempre tiveram saídas de sendeiro. Ou não foi?

 

Estiveram na guerra da Coreia. Como saíram? De rabinho entre as pernas.

Descarregaram toneladas de bombas sobre o Vietname. Como saíram? Com milhares de estropiados.

Bombardearam o Japão, isso ajudou? Não! Matou como uma inclemência sem paralelo.

Meteram-se com Cuba, o que fizeram? Nada. Borraram-se de medo, quando Cuba apenas tinha armas artesanais.

E que sucessos tiveram no IRAQUE? Nem vale a pena falar!

Mesmo cá pela Europa, os seus comportamentos, nomeadamente nos Balcãs, continuam a ser uma história mal esclarecida.

 

Abreviando, o que os Americanos fazem e querem avidamente fazer é equilibrar a sua economia a partir da indústria de guerra. Se nós, pobrérrimos portugueses pudéssemos produzir e vender armas, se tivéssemos o monopólio das armas, precisaríamos do FMI? Creio que não. As nossas finanças não seriam outras.

 

Mas querem ajudar o mundo, pois que ajudem; mas pelo diálogo, pela ética, pela responsabilidade social. Ajudar o mundo com o fito no resultado económico, o que dá? Dá expressões como esta proferidas pela diplomacia a Americana: “O Balanço pelo ataque à Líbia é positivo” Mas como pode ser positivo, se matam e destroem.

 

Hão-de-me explicar! Só no campo da economia, claro!

 

Os resultados económicos melhoraram o balanço, as contas dos EUA e seus seguidores, isso melhoram. E nós, portugueses e europeus – para além da Ingleterra, sempre em contramão e a França da “connerie” -, ganhamos alguma coisa? Não. Não e não.



publicado por Leonel Pontes às 17:08
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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