Sábado, 26 de Novembro de 2011

Grande atrevimento o meu ao abordar questão tão perigosa (nestes affaires!) quão actual, a máfia; a nossa máfia. Só abordo a questão porque está na ordem do dia. Afinal também temos a nossa máfia; logo podemos falar daquilo que é nosso. Não é?

 

Durante anos, a meus olhos, a máfia era coisa de filmes que acontecia algures; sabia-se lá onde! Porém, nos meus tempos de militar nos mares da Oceânia ali falava-se de máfia como se fosse coisa corrente. E, foi ali que percebi o que era a máfia; quando o navio português “Arbiru” desapareceu como fumo. E não foi ao fundou? Não! fazendo fé na fé de quem sobreviveu para contar.

 

Enquanto isso o tempo na sua inexorável marcha foi passando. E por cá, para acompanhar a evolução dos tempos, para além do compadrio (a pequena máfia) a nossa evoluiu. Nada admiraria que tivessem tido formações financiadas por fundos alheios.

 

Mas se quiséssemos caracterizar máfia, o que diríamos? Poder-se-ia, talvez, dizer que máfia é um organização oculta – e há tantas! - com uma estratégia lesiva para a sociedade civil, infiltrada nas instituições. Mais ou menos isto!

 

Mas se não for assim, como podemos caracterizar aqueles que instituíram para si mesmos reformas chorudas para gente jovem  (não estou a dizer nada de novo!) que os cidadãos têm de pagar a título de impostos. E o que se poderá dizer daqueles que fazem  insid-trading (permita-se o estrangeirismo) gozando de benesses que dão lugar ao enriquecimento ilícito.

 

Tudo gente boa de boa cepa que a coberto de funções políticas, partidárias e até governativas usam o poder para lesar o erário público, como seja a venda de patrimónios do estado a preços reduzidos para posteriores revendas no momento imediato por cifras astronómicas. O que é isto? É arte de fazer negociação? Os casos são públicos. Ponto

 

Mas a questão é quente dizia atrás; pertence aos poderes de polícia. Já quanto aos poderes judiciais não se pode fazer muito para por a coisa no são. E porquê? Dizia-me em tempo recente um homem de leis que não se pode fazer nada, a lei está feita assim! Até parece que nós é que somos os culpados; dizia-nos o julgador.

 

Então se a lei favorece os mafiosos, os criminosos, porque raio não se muda a lei? Ou será que este estado mafioso convém a este jaez de cidadãos? E vejamos:

 

Um empresário empreendedor - passe o pleonasmo - não pode ter um específico financiamento, porventura gerador de postos de trabalho. Mas se o pseudo empreendedor for um imberbe filho de um banqueiro ou de um político a esse já se pode fazer empréstimos de muitos milhões, para especular (não são trocados para tremoços) Mas que mundo é este?

 

E já agora! Porque não dão a todos os reclusos deste país uma reforma, já,  de dois mil e quinhentos euros por mês, igual que o Duarte Lima? Assim talvez tivéssemos menos reclusos! O que se sabe é que o sujeito co-legislou, especulou… (e mais o que está por confirmar) e a exemplo de muitos outros casos ainda acabará por ilibado por falta de provas e às tantas ainda recebe uma comenda.

 

Ou tudo isto serão meras questões de português e com o novo acordo ortográfico o que releva será Máfia ou Mafía?

 

Leiria, 2011.10.26



publicado por Leonel Pontes às 11:32
Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

Leiria sempre foi assunto de conversa, se não foram as prosas do Eça, foram outros os motivos. Ultimamente foi por via da inutilidade do estádio e a consequente dívida gerada pelo investimento.

 

Os estrangeiros (alguns com quem falei) vêem-nos e comentam-nos com ironia; pese embora dizerem que adoram Leiria, nomeadamente as vistas pró Castelo e a sua gastronomia.

 

O país inteiro comenta e faz chacota e não há ninguém que não folgue em dar o seu bitaite; desde o cidadão comum até a ex-ministros como se tivessem consigo a razão de ciência pró caso; mas não dizem qual para além da implosão.

 

Porém, recordamo-nos de ter lido num relatório de auditoria emanado do Tribunal de Contas que Leiria (Câmara) com a construção do estádio tinha hipotecado o seu futuro para, pelo menos por duas décadas.

 

Ao tempo nem se sonhava com tsunami económico cujas ondas de choque percorrem não só Portugal, a Europa, bem como todo o mundo desenvolvido, posto que os subdesenvolvidos como nunca usufruíram do bem-bom agora também não sentem as tsunâmicos ondas.

 

Com efeito, assumamos que falimos e deixem-se de asininas implosões pró estádio. Ao arrepio de tudo o que vem sendo dito, sempre dissemos que o imóvel era recuperável e demos “n” sugestões ao accionista, que sempre negligenciou. Estava no seu direito!

 

Então porque voltamos agora à vaca fria do almoço? Voltamos à vaca porque em tempo recente dissemos que aquele espaço era viável económica e socialmente. Na sequência fomos provocados (no bom sentido, compreenda-se) para dar uma outra sugestão para salvar o imóvel.

 

Vamo-nos repetir nalgumas das sugestões perguntando; Leiria tem um pavilhão para a prática desportiva para todos e outros afins? Não. E não é uma pena (vergonha até) que uma Capital de distrito não ter um espaço para a prática de desporto? É.

 

Então se é, a coisa é assim: a Câmara quer ver-se ressarcida da dívida e por isso quer vender o estádio por 65 milhões de euros. Mas como entidade de bem tem de assumir os seus maus negócios, bem como a própria banca. Quem faz maus negócios sofre consequências. Ou não é?

 

Portando, na melhor das hipóteses aquele espaço não valerá mais que o seu valor inicial de investimento, ou seja trinta e sete milhões e meio de euros (e já fica para além do rácio investimento/cadeira)

 

A autarquia tem de fazer uma acção de Marketing junto dos seus fregueses, propondo-lhes a bondade de um negócio na linha do que a seguir se esquematiza, ou seja, não pode receber mais do que a cifra acima pela venda do imóvel desportivo.

 

Em contrapartida vende um lugar/cadeira a 25 mil cidadãos, tantos quantos os lugares existentes, pela cifra de “mil quinhentos euros”, cada.

 

Investimento Cadeiras Custo/Cadeira Custo ano (10) Custo mês
37.500.000,00 25.000 1.500,00 125 13,89 €

 

Se esses 25 mil cidadãos tiverem em conta que a prática do desporto traz saúde, prolonga a vida, gera bem-estar qualquer cidadão ao adquirir um título de co-propriedade de um empreendimento com a faustosidade do ora proposto adquirir perceberá que tendo por meta um investimento a 10 anos com relativa facilidade disporá de mil e quinhentos euros, ou seja um gasto à volta de 14 euros mês, menos do que apenas um almoço em qualquer das casas gastronómicas da urbe.

 

Negócio fechado?

 

Leiria, 2011.14



publicado por Leonel Pontes às 18:22
A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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