Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013
Todos fazemos votos para que o próximo ano seja um “ano bom”. E de facto temos as condições mínimas para que o futuro seja melhor que o passado. Tudo o que nos falta poderá ser produzido a partir do zero por via de dois factores que temos sempre à mão; o capital humano e os bens da natureza.

Contudo, quaisquer que sejam as abordagens sobre produção, coisa tangível ou intangível o que nos vem de imediato à mente é; e o dinheiro? E sempre se enfatiza o crédito está caro, confundindo-o como se fosse dinheiro, sendo que o crédito é muito mais que aquele.

Portanto, a coisa empeça sempre no dinheiro e sempre se faz passar o paradigma da gestão pela componente dinheiro, quando esta não é fator gerador de riqueza, não acrescenta nada ao processo de produção.

Porém, infelizmente, tomou primazia sobre tudo e hoje é o dinheiro que comanda a economia e a vida das pessoas. O dinheiro deveria de ser tratado como uma consequência dos resultados provindos da produção e não em si mesmo um fator de produção.

Com toda a frontalidade devo dizer que sempre vi os que lidam com a gestão do dinheiro como uns alarves, sugam resultados provindos da produção, ditam regras, exigem informações sobre regras que eles mesmos não cumprem, promovem a devassa, não seguem princípios éticos, se assim tivessem agido agora não estavam cheios de bens que pouco valem; nem são capitais humanos, nem bens nem bens da natureza.

Com efeito, se o mundo em vez de privilegiar o dinheiro privilegiasse e ética associada à responsabilidade social (promovendo princípios de sustentabilidade social) com toda a certeza o estado social em que se vive, não era de crise.

Por sua vez, nessa esteira, a sociedade em vez de construir paradigmas sociais éticos, também entende que é o dinheiro o salvador. Mas, por via do seu mau uso, posto que este deixou de ser um meio de troca para passar a ser um bem “filantrópico” associado a um outro conceito em queda o de “solidariedade”, entendendo-se que a solidariedade são apoios monetários, quando a solidariedade na sua génese, no direito romano, é uma obrigação comunitária “obligatio in solidum”, isto é, o individuo pertencerá às organizações sociais para as dinamizar em favor de todos. E não o inverso.

Portanto, a partir do zero, das capacidades humanas e dos bens da natureza, poder-se-ão criar condições para produzir novos bens sociais que possam aproveitar a todos aqueles que contribuem para um edifício de economia social.

Leiria, 2013.12.16


publicado por Leonel Pontes às 19:44
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A participação cívica faz-se participando. Durante anos fi-lo com textos de opinião, os quais deram lugar à edição em livro "Intemporal(idades)" publicada em Novembro de 2008. Aproveito este espaço para continuar civicamente a dar expres
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